quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Curso Gênero e Diversidade na Escola - UnB



A Faculdade de Educação da UnB está com inscrições abertas para o curso Gênero e Diversidade na Escola. O curso se insere na modalidade de formação continuada de profissionais da educação, tratando das temáticas de gênero, raça/etnia e orientação sexual, possibilitando aos professores/as condições de observar e introduzir nas suas reflexões e práticas pedagógicas as reflexões de gênero, bem como a construção de uma educação inclusiva e não sexista.
O curso terá duração de 200 horas, sendo 40 horas diretas e 160 horas na modalidade à distância. O período de inscrição vai do dia 22 de agosto ao dia 5 de setembro deste ano e serão oferecidas 150 vagas. O início do curso está previsto para a segunda quinzena de setembro. A ficha de inscrição e outras informações encontram-se no site da Faculdade de Educação: www.fe.unb.br ou no endereço eletrônico: gde2012.unb.inscricoes@gmail.com.



Os objetivos a serem alcançados pelo curso são:
  • Desenvolver a capacidade dos/as professores/as da Educação Básica da rede pública de compreender e posicionar-se diante das transformações políticas, econômicas e socioculturais que requerem o reconhecimento e o respeito à diversidade sociocultural do povo brasileiro e dos povos de todo o mundo – o reconhecimento de que negros e negras, índios e índias, mulheres e homossexuais, dentre outros grupos discriminados, devem ser respeitados/as em suas identidades, diferenças e especificidades, porque tal respeito é um direito social inalienável;
  • Contribuir para a formação de profissionais em educação, em especial professores da Educação Básica, capazes de produzir e estimular a produção dos alunos e de alunas nas diferentes situações do cotidiano escolar, de forma articulada à proposta pedagógica e a uma concepção interacionista de aprendizagem;
  • Elaborar propostas concretas para utilização dos acervos culturais existentes nos diferentes contextos escolares no desenvolvimento de atividades curriculares nas diferentes áreas do conhecimento;
  • Desenvolver estratégias de formação do professor pesquisador, de autoria e de leitura crítica no aproveitamento dos diferentes recursos pedagógicos, das diferentes mídias;
  • Incentivar a produção de materiais didáticos de apoio pelos próprios alunos do cursos e o intercâmbio de tais materiais e experiências bem sucedidas, (bem como dificuldades enfrentadas) entre os cursistas;
  • Contribuir para a promoção da inclusão digital através de conteúdos transformadores das culturas discriminatórias de gênero, racial étnica e de orientação sexual no país;

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Prorrogação do prazo de inscrição na 3ª edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos


A 3ª edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos é uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), do Ministério da Educação (MEC) e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), com o apoio da Fundação SM.O Prêmio tem como objetivo contribuir para a formação de uma cultura que defenda valores, atitudes e práticas sociais que respeitem os direitos dos cidadãos em todos os espaços da sociedade.Podem se inscrever instituições públicas e privadas de educação básica e superior, secretarias estaduais e municipais de educação e instituições de educação não formal. Os vencedores receberão um total de R$ 100 mil em prêmios.Inscrições abertas até 31 de agosto. 
Acesse o site:
www.educacaoemdireitoshumanos.org.br e faça a inscrição.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Milton Nascimento,Pena Branca e Xavantinho-Morro Velho




Morro VelhoMilton Nascimento
No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão se deu
Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu
Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer
Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada

Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho
Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, sempre pequeninos
Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver
Orgulhoso camarada, conta histórias prá moçada


Filho do senhor vai embora, tempo de estudos na cidade grande
Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estação distante
Não esqueça, amigo, eu vou voltar, some longe o trenzinho ao deus-dará


Quando volta já é outro, trouxe até sinhá mocinha prá apresentar
Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá
Já tem nome de doutor, e agora na fazenda é quem vai mandar
E seu velho camarada, já não brinca, mas trabalha.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

GOG, o poeta do rap: Carta à mãe África

Festival Afro-latinidades





A partir desta segunda-feira (23/7) começa a quinta edição do Festival da Mulher Afro-Latino-Americana. O festival, que segue até domingo (29), aborda, desde 2008, a questão racial, com recorte de gênero, buscando debates relacionados aos desafios atuais e ao resgate do histórico de lutas e resistência da mulher negra na América Latina e Caribe. 
Criado em 2008, o Afro-latinidades reúne na capital federal, seminários, debates, shows, feira de afro-negócios e homenagens às mulheres negras. Nessa trajetória de quatro anos, o festival debateu com políticos, artistas e articulações culturais, temas referentes às mulheres afro-brasileiras. Neste ano, o festival realiza parceria com o Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, que dedica sua programação artística à África e América Latina.
O Festival Afro-latinidades promove a reflexão e o debate acerca de temática mais do que necessária para a cultura afro-brasileira: a juventude negra e a violência urbana.
A escolha do tema vem da necessidade de discutir os desafios enfrentados por essa parcela vulnerabilizada da sociedade que, infelizmente, constitui a principal vítima da violência urbana e tem sido alvo predileto dos homicidas e dos excessos policiais. No Brasil, a juventude negra encabeça o ranking dos que vivem em famílias consideradas pobres e recebem os salários mais baixos do mercado. Encabeçam, também, a lista dos desempregados, analfabetos, dos que abandonam a escola e dos que tê maior defasagem escolar.
Ainda serão temas de debates no Festival, a Diáspora Africana na América Latina e Caribe; Emprego e Renda; Saúde Integral da Mulher Negra; Cultura; Novas perspectivas para a militância feminista e os rumos do feminismo negro na América Latina; Identidade e Comunicação; Orientação Sexual e Identidade de Gênero; Educação e Racismo Ambiental na América Latina.
“Realizar o Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, para nós, significa refletir o lugar da mulher afro-descendente no Brasil e os desafios da luta contra a pobreza e o racismo, aumentando, assim, as possibilidades de dar visibilidade as mulheres negras da América Latina e Caribe”, comenta a coordenadora geral do Latinidades, Jaqueline Fernandes. Para ela, os dados que levaram à realização do Latinidades sob o tema juvenil são impactantes. “A juventude negra encabeça a lista dos desempregados e dos que têm maior defasagem escolar”, justifica a coordenadora.
"Nosso país conta com cerca de 11,5 milhões de jovens negros entre 18 e 24 anos de idade, o que representa 6,6% da população. A taxa de analfabetismo é de 5,8%. Em média, os jovens negros têm dois anos a menos de estudo do que os brancos da mesma faixa etária: 7,5 anos e 9,4 anos, respectivamente. A comparação das taxas de escolarização é um indicador de como o sistema educacional brasileiro ainda tem muito o que fazer para combater as desigualdades raciais: a proporção de crianças no ensino fundamental é de 92,7% para negros e de 95% para brancos; no entanto, somente 4,4% dos negros, de 18 a 24 anos, chegam ao ensino superior; entre os brancos, esse percentual é de 16,6%”, destaca citando dados do artigo Juventude negra e exclusão radical, de Maria Aparecida Bento e Nathalie Beghin.
A programação será distribuída por vários locais do DF, como Varjão, Paranoá, Itapuã, Cidade Ocidental, Presídio Feminino Colméia, além de uma ação em São Paulo. O objetivo do Afro-latinidades 2012 é colocar redes, universidades, coletivos e movimentos em torno no debate do jovem negro, incluindo-se representantes da América Latina e do Caribe nas discussões. O festival também traz à Praça do Museu da República, em parceira com o Cena Contemporânea, uma programação musical destacando os sons afro-latinos contemporâneos".
Vale lembrar que o Festival é também para consolidar o Dia Internacional da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha, 25 de julho, criado em 1992. Um marco internacional da luta e da resistência da mulher negra.

O Festival está em sua 5ª edição e para conferir a programação e demais notícias a respeito e baixar a publicação livro Latinidades é só clicar no link: 
http://www.afrolatinas.com.br.

terça-feira, 10 de julho de 2012

3ª Edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos


                3ª Edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos, lançado pelo Ministro Aloísio Mercadante no último dia 30 de maio.
                São 4 categorias: Secretarias de Educação, Escolas, Instituições de Ensino Superior e Organizações da Sociedade Civil/Associações/Movimentos Sociais.
                Nesta edição, será dada "Menção Honrosa" para experiências especificamente realizadas na área da Educação no Campo vinculada à justiça socioambiental.
                As inscrições  encerram-se no próximo dia 30 de julho.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

8º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero



O 8º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero consiste em concurso de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos, dirigido a estudantes de Ensino Médio, Graduação, Pós-Graduação e Escolas da Educação Básica na área das relações de gênero, mulheres e feminismos, contemplando suas intercessões com as abordagens de classe social, geração, raça, etnia e 
sexualidade. 
Acesse o site:
http://igualdadedegenero.cnpq.br


segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Mestre sala dos Mares: Homenagem ao Almirante Negro João Candido


Algumas músicas se tornam mais interessantes quando se descobre a história por trás da canção. As musas, as inspirações, as circunstâncias em que uma música surgiu podem torná-la mais bonita. É o caso, sem sombra de dúvida, da canção "O mestre-sala dos mares", de João Bosco e Aldir Blanc, em 1975, em homenagem ao marinheiro João Cândido, conhecido como "O Almirante Negro", que liderou a "Revolta da Chibata", em 1910. 
Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, O Mestre-sala dos Mares. Homenagem ao Almirante Negro, João Cândido
Para quem não sabe, a Revolta da Chibata foi um movimento idealizado por Francisco Dias Martins, o "Mão Negra" e os cabos Gregório e Avelino, e depois liderado pelo cabo da Marinha João Cândido, o "Almirante negro",  semi-analfabeto, que se insurgia contra os desmandos na marinha: o descontentamento com os baixos soldos, a alimentação de má qualidade e, principalmente, os humilhantes castigos corporais (chibatadas), que tinham sido reativados pela Marinha como forma de manter a disciplina a bordo.Por isso a revolta, iniciada em novembro de 1910, ficou conhecida como Revolta da Chibata.
Os marinheiros assumiram o comando de navios, ameaçando bombardear o Rio de Janeiro, inclusive o Palácio do Governo, caso os castigos corporais não fossem suprimidos. Em Princípio, o governo de Hermes da Fonseca cedeu. Foram aprovadas  medidas que acabam com as chibatadas, bem como  um projeto que anistia os amotinados. 
Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, O Mestre-sala dos Mares. Homenagem ao Almirante Negro, João Cândido
"Mas a anistia não durou dois dias. Em 28 de novembro, os marinheiros foram surpreendidos pela publicação do decreto número 8400, que autorizava demissões, por exclusão, dos praças do Corpo de Marinheiros Nacionais "cuja permanência se torne inconveniente à disciplina". O Governo traiu os revoltosos, que foram presos, perseguidos, e encaminhado para uma prisão subterrânea na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Quase todos morreram sufocados, pois a cela era subterrânea, sem ventilação e estava cheia de cal. Apenas João Cândido sobreviveu, juntamente com o soldano Naval João Avelino. João Cândido foi perseguido, considerado louco e morreu aos 89 anos, em 1969, quase no anonimato, como vendedor de peixes.
Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, O Mestre-sala dos Mares. Homenagem ao Almirante Negro, João CândidoJoão Cândido


No auge da ditadura militar, João Bosco e Aldir Blanc fizeram uma música em homenagem ao "Almirante Negro". Numa entrevista, Aldir Blanc afirmou:  
"Tivemos diversos problemas com a censura. Ouvimos ameaças veladas de que a Marinha não toleraria loas e um marinheiro que quebrou a hierarquia e matou oficiais, etc. Fomos várias vezes censurados, apesar das mudanças que fazíamos, tentando não mutilar o que considerávamos as idéias principais da letra. Minha última ida ao Departamento de Censura, então funcionando no Palácio do Catete, me marcou profundamente. Um sujeito, bancando o durão, (...) mãos na cintura, eu sentado numa cadeira e ele de pé, com a coronha da arma no coldre há uns três centímetros do meu nariz. Aí, um outro, bancando o "bonzinho", disse mais ou menos o seguinte:
 - Vocês não então entendendo... Estão trocando as palavras como revolta, sangue, etc. e não é aí que a coisa tá pegando...
- Eu, claro, perguntei educadamente se ele poderia me esclarecer melhor. E, como se tivesse levado um "telefone" nos tímpanos, ouvi, estarrecido a resposta, em voz mais baixa, gutural, cheia de mistério, como quem dá uma dica perigosa:
- O problema é essa história de negro, negro, negro..."
Decidimos dar uma espécie de saculejo surrealista na letra para confundir, metemos baleias, polacas, regatas e trocamos o título para o poético e resplandecente "O Mestre-Sala dos Mares", saindo da insistência dos títulos com Almirante Negro, Navegante Negro, etc. O artifício funcionou bem e a música fez um grande sucesso nas vozes de Elis Regina e João Bosco. Tem até hoje dezenas de regravações e foi tema do enredo "Um herói, uma canção, um enredo - Noite do Navegante Negro", da Escola de Samba União da Ilha, em 1985.
Blog de musicaemprosa : Música em Prosa, O Mestre-sala dos Mares. Homenagem ao Almirante Negro, João CândidoAldir Blanc e João Bosco
A música, para ser aprovada pela censura, sofreu várias modificações, que podem ser vistas na tabela ao lado, disponível originalmente http://www.cefetsp.br/edu/eso/patricia/revoltachibata.html
Letra original: As palavras em vermelho foram censuradas, substituídas pelas que estão em azul
Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro (feiticeiro)
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o almirante (navegante) negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao navegar (acenar) pelo mar com seu bloco de fragatas (na alegria das regatas)
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos negros pelas pontas das chibatas (santos entre cantos e chibatas)
Inundando o coração de toda tripulação (do pessoal do porão)
Que a exemplo do marinheiro (feiticeiro) gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o almirante negro (navegante negro)
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo
Fonte: http://www.cefetsp.br/edu/eso/patricia/revoltachibata.html; http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/canhoes-chibata-433714.shtml

História do Brasil - Revolta da Chibata: Imagens do "Almirante Negro" e da Revolta da Chibata, com trilha musical de João Bosco e Aldir Blanc "O Mestre-sala dos Mares". Apresentada a letra original, censurada pela ditadura militar no Brasil.

D I R E I T O À C U LT U R A: Planejando atividade


                      in http://www.projetomemoria.art.br/JoaoCandido/downloads/down_guia_JC_site.pdf

Como mostra o Almanaque, mesmo vivendo em condições precárias, João Cândido alfabetizou-se e tornou-se leitor e sempre muito interessado em acompanhar os acontecimentos que se desenrolavam a sua volta.
As atividades sugeridas permitem que variados aspectos da cultura sejam abordados: a importância da cultura oral da comunidade; da reflexão; do desenvolvimento do senso crítico, inclusive em relação aos meios de comunicação, etc.

  A. T E M A S
Diferentes culturas, diferentes linguagens
Meios de comunicação

A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, proclamada pela UNESCO em 2002, estabelece, no Artigo 5º, que toda pessoa deve poder expressar-se, criar e difundir suas obras na língua que deseje e, em particular, na sua língua materna; toda pessoa tem o direito a uma educação e uma formação de qualidade que respeite plenamente sua identidade cultural; toda pessoa deve poder participar na vida cultural que escolha e exercer suas próprias práticas culturais, dentro dos limites que impõe o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais.

Alunos que não sabem ler
Em 2008, o Brasil ainda possui 2,4 milhões de analfabetos com idade entre 14 e 17 anos, dos quais 2,1 milhões (87%) frequentavam a escola no ano anterior. Esse número revela a realidade de estudantes que não sabem ler e escrever. Os dados são do IBGE (Síntese de Indicadores Sociais). Constata-se também que, entre os jovens de 21 anos, 8% dos negros estão nas universidades, cifra que corresponde a 24% entre os brancos da mesma idade.

B .   S U G E S T Õ E S   D E   A T I V I D A D E S
Diferentes culturas, diferentes linguagens

“O primeiro Censo Demográfico realizado no Brasil, em 1872, contou 10 milhões de habitantes, incluindo escravos e escravas. O analfabetismo estava presente em cerca de 80% da população. Mas isso não significava falta de cultura ou desinformação generalizada: a transmissão pela oralidade atravessava todos os setores sociais e as identidades culturais, mesmo quando não reconhecidas como tais, permitiam estratégias de resistência e sobrevivência.” (p. 6)

• Pesquisar e comparar o índice de analfabetismo entre brancos, negros e índios através da história. É importante destacar que a alfabetização também foi um mecanismo histórico de colonização cultural. Conversar com os alunos que hoje os povos indígenas aprendem a língua portuguesa para melhor lutar pelos seus direitos, além de utilizarem o alfabeto em seus idiomas, para preservar suas culturas e tradições.

• Refletir com os alunos a respeito de motivos que fizeram com que ainda existam pessoas não alfabetizadas em sua comunidade. Converse com os alunos sobre ações voltadas para a alfabetização de jovens e adultos, como, por exemplo, o programa Brasil Alfabetizado, do Governo .

“Os raros adultos que me deram a ler se retraíram diante da grandeza dos livros e me pouparam de perguntas sobre o que é que eu tinha entendido deles. A esses, claro, eu costumava falar de minhas leituras.” (PENNAC, D. Como Um Romance. 3.ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. p. 167).

A leitura é o momento em que o leitor se encontra com o texto de forma única, especial. Na sua leitura solitária, ele deve ter liberdade para interpretar de maneira pessoal o que está lendo.

• Pedir para os alunos comentarem o que gostam de conversar e, professor, proponha aos alunos recortar, de revistas e jornais, pequenos trechos de textos de assuntos que eles gostem, avisando-os que, em seguida, serão lidos por eles. Procure também refletir com os alunos a respeito do prazer de ler o que se gosta, estimulandoos para desenvolverem o hábito de buscar assuntos em textos de seus interesses.

• Conhecer a origem das palavras é compreender melhor seu significado. É ainda compreender que a linguagem é algo que está em constante transformação. Ao serJoão Cândido – A Luta pelos Direitos Humanos 15mos informados pelo Almanaque Histórico que, por exemplo, o vocábulo capital vem do latim capital e, que significa cabeça, e que República vem de Res pública (coisa pública), ampliamos nossa compreensão do uso dessas palavras. Identificar outras palavras em dicionário, cuja origem seja interessante conhecer para ampliar a compreensão de seu significado.

• Já a palavra almanaque, de origem árabe (al – manakh), se referia ao lugar onde os beduínos conversavam e trocavam informações sobre o dia-a-dia. No Brasil, em meados do século XIX, passou a ter como significado: publicação com calendário completo e com matérias recreativas e informativas. Propor aos alunos a criação de um almanaque da turma a partir de temas do interesse dos alunos.

Por  dentro  da  História  

“É bem doloroso para um país forte e altivo ter de sujeitar-se às imposições de 700 ou 800 negros e pardos que, senhores dos canhões, ameaçaram a Capital da República.”
(Fanfulla, jornal de São Paulo, em 1910).


No Brasil de antigamente
Vivia-se a lei do cão
O negro pobre não tinha
Direitos de cidadão
Privilégios não teria
Conceito ou cidadania
Liberdade ou posição...

E hoje só recordação
Deste herói negro ficou
Que a lei seca da chibata
Junto à marinha acabou
Os seus feitos e sua história
Todos guardamos em memória
A tua fibra e valor
(Trecho do cordel A Revolta da Chibata, de Jota Rodrigues). (p. 37)

•  Levar ou pedir para que os alunos levem à escola livros, cartas, jornais e revistas para que todos analisem as diferentes formas de texto, o tipo de vocabulário utilizado, a que faixa etária se destinam, bem como os valores e idéias veiculados.

•  Pedir aos alunos que, imaginando-se vivendo no Rio de Janeiro, na época da Revolta da Chibata, escrevam uma carta para um amigo que mora em outra cidade, relatando os últimos acontecimentos.

• Aproveitar a oportunidade para falar também sobre as diferentes maneiras que as pessoas têm de se comunicar. Por exemplo:
As pessoas com necessidades especiais, principalmente as que possuem deficiência auditiva, que se comunicam por meio da Língua de Sinais (LIBRAS).

Você sabia que...

Negrinho do Pastoreio é uma lenda tradicional do Rio Grande do Sul? De origem africana, fala de um estancieiro que mandou castigar seu escravo, um menino, porque havia deixado fugir um de seus cavalos. Após a surra, teve de sair à noite pelos campos para encontrar o animal. Enfrentou a escuridão com um toco de vela e uns pavios de fogo. Retornou para a fazenda sem o animal e, após ser novamente espancado, foi atirado, por ordem do fazendeiro, dentro de um formigueiro. No dia seguinte, para a surpresa de todos, o menino estava bem, vivo e feliz ao lado do animal perdido. Desde então, ficou sendo o “achador de coisas”. Basta fazer o pedido e acender um toquinho de vela para ele.


• Apresentar aos alunos uma foto de uma pintura ou escultura para que eles façam a sua análise. Pedir para os alunos comentarem suas opiniões e percepções. É importante destacar que as percepções e opiniões são individuais e devem ser respeitadas. É importante, também, estimular os alunos a compartilhar suas opiniões, tendo como princípio a garantia da livre expressão.

• Pedir para os alunos escolherem algo que apreciem: uma flor, uma concha, um quadro. Solicitar que observem atentamente e, em seguida, expressem por meio de cores e traços o que sentiram. É importante, também, estimular os alunos a compartilhar suas opiniões, tendo como princípio a garantia da livre expressão.

• A comunicação por meio da música: pedir para que os alunos levem para a aula letras de músicas que gostam. Analisar as letras dessas canções com eles. Do que tratam? Há rimas? Analisar com os alunos se houve, na turma, preferência por algum tema. Verificar que, na página 9 do Almanaque, há uma referência interessante ao chorinho. Destacar a importância da pluralidade musical do nosso país, por exemplo: forró, samba, fandango, catira, carimbó, etc.

Meios de comunicação

Os meios de comunicação sempre tiveram atuação política no Brasil? Isso ocorreu desde os primeiros jornais impressos no País, a partir de 1808 (ano da chegada da Corte portuguesa), como a Gazeta do Rio de Janeiro e o Correio Braziliense (editado em Londres). Os meios de comunicação não são totalmente imparciais e têm a tradição de interferir no destino de todos. Parte da imprensa desempenhou importante papel no processo de Independência, mas outros jornais da época eram contra o movimento. Na Abolição, ocorreu o mesmo: alguns jornais apoiavam a escravidão, outros a combatiam. Nos anos 1830, surgiram pequenos periódicos que discutiam a questão racial, entre eles O Homem de Cor, considerados precursores dos jornais abolicionistas que surgiram meio século depois.


Ao longo do Almanaque Histórico, há diversas referências ao papel da imprensa na formação da opinião pública.

• Propor que a turma se divida em grupos para elaborar um jornal que tenha uma linha favorável e outra desfavorável à Revolta da Chibata, liderada por João Cândido. Para isso, faça com que os alunos analisem inicialmente a composição dos jornais atuais: editorial, artigo, notícia, reportagem, entrevista, charge, quadrinhos, carta do leitor; e, a partir desses elementos, criem seus jornais. Poderão ser incluídas notícias referentes a outros acontecimentos do início do século XX (veja as referências à Reforma Pereira Passos, na página 16 do Almanaque Histórico).

• Fazer um levantamento com os alunos de seus sonhos de consumo. Em que medida a propaganda (em tevê, revistas, jornais, rádio) influencia e define esses sonhos de consumo?

• Combinar com os alunos que têm acesso à tevê de, no mesmo dia, observarem os diferentes programas (novela, intervalo comercial, noticiário ou desenho animado), procurando refletir sobre: como os meios de comunicação tratam a questão da diversidade humana (gênero, etnia, deficiência física, etc.)? Todos são apresentados da mesma forma? E as crianças e jovens, como são apresentados? Como os negros, os deficientes físicos, crianças e jovens são apresentados? Refletir com os alunos sobre suas percepções acerca da existência de pluralidade ou não da diversidade na tevê.

• O Almanaque Histórico nos conta que, em diversas ocasiões, jornalistas, artistas e escritores foram censurados quando se referiram a João Cândido e à Revolta da Chibata. Analisar com os alunos os momentos políticos em que a censura esteve mais acentuada no Brasil.

sábado, 16 de junho de 2012

Educação e população afro-descendente no Brasil

  
O cabelo e a construção do desumano nos alunos e principalmente nas(os) alunas(os) negras(os).


Outra pesquisa, realizada nas escolas do Paraná (SOARES N.J.B., 2010), corrobora o antes destacado sobre as discriminações sofridas por alunos negros no espaço escolar. Ainda que, professores e diretores neguem a existência desse tipo de situação, o que se percebeu é que alunos negros, distinto dos brancos, tenderam mais a um comportamento retraído e introspectivo por conta dos apelidos e características fenotípicas. Segundo a investigação, alunos negros têm desvantagens na hora de fazer amizades, pois são freqüentes vítimas de relações interpessoais hostis.
Menos anos de escolaridade, dificuldades de acesso, trajetórias escolares oscilantes, mais altastaxas de repetência, e analfabetismo, fazem parte do histórico do povo negro no Brasil, há muitas décadas. Escola e família não contribuiriam necessariamente para mudar tal quadro.  Em uma pesquisa se indica que as mães negras têm avaliações menos positivas de seus filhos se comparada às mães brancas, o que significa um menor estímulo às crianças (ROSEMBERG, 2006). Já na escola, o tratamento dispensado aos alunos brancos “é mais acolhedor, carinhoso e favorável” (SOARES S., BELTRÃO, BARBOSA e FERRÃO, 2005, p 13). Segundo esse autor, em outro trabalho “inúmeros estudos mostraram que o sistema educacional, além de ser incapaz de compensar as diferenças de origem socioeconômica, acrescenta outras distorções, fazendo com que ao fim da passagem, as diferenças entre negros e brancos sejam intensas. (op.cit., p.22).
Note‐se que em várias pesquisas sobre crianças e jovens negros na escola destaca‐se o caso das meninas e moças, comumente estigmatizadas por seus traços bio‐sociais, como tipo de cabelo, quadris, boca e nariz, o que contribui para baixa auto‐estima e sentido de não pertença e até recusa da sua inscrição sócio‐cultural racial, como mulher negra.
Este panorama perfaz um total de 8% de alunos negros com dificuldades no estabelecimento de suas relações sociais na escola (sem identificarem seus pares como amigos e sem terem sido escolhidos como amigos). Nos outros segmentos raciais, encontramos 2% de alunos indígenas (todos incluídos na categoria dos alunos que não foram escolhidos por nenhum aluno da sala) e 4% dos alunos brancos (1% menciona que não tem amigos e 3% não foram escolhidos por nenhum colega da sala), em situação semelhante, embora com incidências mais reduzidas, no que tange às dificuldades em suas relações sociais. (SOARES, N.J.B, 2010, p. 148).
As referências ao corpo são em sua maioria depreciativas e estigmatizadas. O corpo negro é a deformação de um outro corpo: branco, harmônico, puro e limpo.Um dos alunos negros do ensino médio, de uma escola pública de Salvador também tem apelido de piolho e justifica:   “Já me botaram um monte [de apelidos], botou piolho [...] é que o meu cabelo era grandão [...] Não, não era rasta não [...] Era inchado assim sabe [...] Aí botaram, aí fica nessa brincadeira. [...]”Uma aluna negra é chamada pelo colega de turma de “cabelo duro”. É agredida, tendo seu cabelo tocado, desarrumado constantemente, sendo que ela é acusada de ficar molhando o cabelo o tempo todo. Ela declara:“Tanto é que no intervalo eu parei de molhar o cabelo porque tinha uns meninos(...) eles pegam no meu cabelo atrás, por trás e ficam bagunçando o meu cabelo. [...] Aí eu trago um pente, aí eu vou lá ao banheiro, pego o pente, molho, e passo no meu cabelo pra não ficar bagunçada. Aí as meninas ficam falando que eu molho de nervoso” (Grupo Focal ‐ alunos do Ensino Fundamental, Escola Pública, DF) (In CASTRO M.G e ABRAMOVAY, 2006: 211‐216).

O esmorecimento da menina com relação à possibilidade de mudança do outro, também parece  parece refletir a percepção de que esse tipo de comportamento é considerado comum na escola. Mesmo produzindo profunda angústia na aluna ele é tolerado pelos adultos da escola.
A ação da menina negra neste caso não busca diretamente uma mudança no comportamento da turma, ou até mesmo uma mudança de turma. Ela quer em primeiro lugar é a modificação do seu próprio cabelo, ou seja, ela termina por assumir a responsabilidade pelo conflito e entende que está na modificação de seu corpo a possibilidade de alterar o tipo de relação que tem com o restante dos alunos. Não se trata de algum tipo de desvio patológico no comportamento, mas o efeito direto da inculcação de determinados valores e referências de beleza e harmonia estética compartilhados em seu grupo de convívio na escola.

In Educação e população afro-descendente no Brasil:  avanços, desafios e perspectivas. Pablo Gentili, Mary Garcia Castro, Miriam Abramovay e Shayana Busson. CeALCI- Fundación Carolina  - www.fundacioncarolina.es - cealci@fundacioncarolina.es - Publicación electrónica.

         Autora: Neusa Baptista Pinto
Edição: 3ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-89560-25-2
Tamanho: 17 x 24 cm
Nº de páginas: 40
Gênero: Literatura Infanto-juvenil
Editora: TantaTinta

         Contatos:
Editora TantaTinta/Carlini & Caniato
(65)3023-5714/5715
mailto:contato@tantatinta.com.br
http://www.editora-tantatinta.blogspot.com/

         Obra
A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central deste livro.
A história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceitá-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é.
Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.

Autora
Neusa Baptista Pinto, é jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Mato Grosso. “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar” é sua primeira aventura literária publicada. O livro integra seu projeto “Pixaim: Nem bom, nem ruim – Apenas diferente”, cujo objetivo é estimular a valorização do cabelo crespo. Natural de Lençóis Paulista (SP), há 20 anos vive em Cuiabá, Mato Grosso.

Ilustradora
Nara Silver, 21 anos, é formada em Moda pela UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), em Mato Grosso do Sul. Natural de Goiânia (GO), trabalha como estilista, designer gráfico e ilustradora. Também vive em Cuiabá, Mato Grosso.

 A autora do livro Cabelo Ruim? A história de  três meninas aprendendo a se aceitar, Neusa Baptista Pinto  conta a história de três meninas que aprendem juntas a aceitar o cabelo crespo como ele é, com uma mensagem de estímulo à auto-estima e de auto-aceitação e de respeito às diferenças.






terça-feira, 8 de maio de 2012

Mostra Diálogos Africanos: Um Continente no Cinema no CCBB Brasília

Mostra Diálogos Africanos: Um Continente no Cinema no CCBB Brasília Dentro da programação, no dia 12 de maio, será ministrado um minicurso - com foco nas produções de ficção luso-africanas - voltado a professores de escolas públicas e multiplicadores educacionais. Haverá, ainda, debate com um cineasta convidado, a confirmar. Tel:(61) 3108-7600 | ccbbdf@bb.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Inscrições abertas para o 6º Prêmio CEERT

Conheça o 6º Prêmio Educar para a Igualdade Racial Desde sua primeira edição, em 2002, o prêmio “Educar para a Igualdade Racial” ocupa papel destacado entre as iniciativas da sociedade civil comprometidas a construção de uma educação igualitária e de qualidade social. O prêmio encontra-se em sua 6ª edição, sendo uma iniciativa do CEERT – Centro Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, em parceria com o Banco Santander no Brasil, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República/SEPPIR, com apoio de diversas instituições públicas e privadas. Idealizado há onze anos o prêmio incentiva educadores de todo o Brasil à adotarem programas e ações voltados para a valorização da diversidade e promoção da igualdade racial. Ao longo desse tempo foram catalogadas quase 2.000 práticas pedagógicas relacionadas à educação igualitária oriundas de todos os estados brasileiros e de todos os níveis educacionais, exceto o superior. O objetivo é prosseguir valorizando o protagonismo dos(as) educadores(as), fortalecendo a progressiva institucionalização das ações educacionais e contribuindo para a efetiva implementação da LDB e das diretrizes curriculares que se ocupam do tema. O prêmio é dividido em duas categorias: professor e gestão escolar. A primeira, mapeia e dá visibilidade às boas práticas escolares desenvolvidas por professores. A segunda, incentiva as iniciativas planejadas e executadas diretamente pela gestão escolar. As escolas premiadas são beneficiadas com plano de acompanhamento para estimular e potencializar a institucionalização das práticas.
As escolas estão cada vez mais participantes A significativa participação de iniciativas adotadas por escolas, a exemplo do sudeste (15,5%) e nordeste (17,8%) pode ilustrar o impacto da implementação da LDB alterada pela lei 10.639/2003, indicando pistas para a institucionalização de políticas educacionais de promoção da igualdade racial – objetivo último do prêmio e certamente de todos que atuam nesse campo. Cada vez mais o prêmio ganha feição verdadeiramente nacional: Sul e Sudeste, concentravam 72% das inscrições. Com o passar dos anos, as inscrições foram se distribuindo pelo país, de sorte que na última edição, ambas as regiões concentraram 51% das inscrições, e o nordeste teve uma significativa ampliação, atingindo o segundo maior percentual, qual seja 29%. Dados
- Ano a ano cresce o número de práticas inscritas no âmbito nacional: 1ª edição – 210; 2ª edição – 314; 3ª – 393; 5ª – 785. (Observação – a 4ª edição foi realizada apenas no Estado de São Paulo.)
- A 5ª edição foi a que apresentou mais projetos voltados à Educação Infantil, totalizando 47%, contra 16,4% da edição anterior.
- A expressiva participação de educadores(as) brancos(as) na implementação das práticas (37%) indica que o tema vem sendo considerado como algo de responsabilidade de todas as pessoas e não apenas de negros ou indígenas.
- A cada cinco iniciativas, quatro resultaram da ação das mulheres.
- 75% das escolas apontam a promoção/valorização da diversidade étnico-racial, com ênfase na temática africana e afrodescendente, como objetivo ainda a ser alcançado.
Sobre o CEERT O CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e
Desigualdades, fundado em 1990, é uma organização não-governamental, apartidária e sem fins lucrativos. A missão do CEERT é combinar produção de conhecimento com programas de treinamento e intervenção comprometidos com a promoção da igualdade de oportunidades e de tratamento e a superação do racismo, da discriminação racial e de todas as formas de discriminação e intolerância. A ONG desenvolve projetos nas áreas de diversidade no trabalho, educação, Direito, acesso à Justiça, políticas públicas, saúde e liberdade de crença. Além de prestar consultorias a empresas, prefeituras e órgãos públicos interessados em implantar políticas de valorização da diversidade e de promoção da igualdade racial. Mais informações
Acompanhe as novidades no site do CEERT – www.ceert.com.br Contatos – (11) 3804-0320.
Rua Duarte de Azevedo, 737 – Santana
02036-022 – São Paulo / SP
Tel (11) 3804-0320
www.ceert.org.br