A diversidade é norma da espécie humana: seres humanos são diversos em suas experiências culturais, são únicos em suas personalidades e são também diversos em suas formas de perceber o mundo. Lima (2006, p.17).
segunda-feira, 2 de julho de 2012
D I R E I T O À C U LT U R A: Planejando atividade
in http://www.projetomemoria.art.br/JoaoCandido/downloads/down_guia_JC_site.pdf
Como mostra o Almanaque, mesmo vivendo em condições precárias, João Cândido alfabetizou-se e tornou-se leitor e sempre muito interessado em acompanhar os acontecimentos que se desenrolavam a sua volta.
As atividades sugeridas permitem que variados aspectos da cultura sejam abordados: a importância da cultura oral da comunidade; da reflexão; do desenvolvimento do senso crítico, inclusive em relação aos meios de comunicação, etc.
A. T E M A S
Diferentes culturas, diferentes linguagens
Meios de comunicação
A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, proclamada pela UNESCO em 2002, estabelece, no Artigo 5º, que toda pessoa deve poder expressar-se, criar e difundir suas obras na língua que deseje e, em particular, na sua língua materna; toda pessoa tem o direito a uma educação e uma formação de qualidade que respeite plenamente sua identidade cultural; toda pessoa deve poder participar na vida cultural que escolha e exercer suas próprias práticas culturais, dentro dos limites que impõe o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais.
Alunos que não sabem ler
Em 2008, o Brasil ainda possui 2,4 milhões de analfabetos com idade entre 14 e 17 anos, dos quais 2,1 milhões (87%) frequentavam a escola no ano anterior. Esse número revela a realidade de estudantes que não sabem ler e escrever. Os dados são do IBGE (Síntese de Indicadores Sociais). Constata-se também que, entre os jovens de 21 anos, 8% dos negros estão nas universidades, cifra que corresponde a 24% entre os brancos da mesma idade.
B . S U G E S T Õ E S D E A T I V I D A D E S
Diferentes culturas, diferentes linguagens
“O primeiro Censo Demográfico realizado no Brasil, em 1872, contou 10 milhões de habitantes, incluindo escravos e escravas. O analfabetismo estava presente em cerca de 80% da população. Mas isso não significava falta de cultura ou desinformação generalizada: a transmissão pela oralidade atravessava todos os setores sociais e as identidades culturais, mesmo quando não reconhecidas como tais, permitiam estratégias de resistência e sobrevivência.” (p. 6)
• Pesquisar e comparar o índice de analfabetismo entre brancos, negros e índios através da história. É importante destacar que a alfabetização também foi um mecanismo histórico de colonização cultural. Conversar com os alunos que hoje os povos indígenas aprendem a língua portuguesa para melhor lutar pelos seus direitos, além de utilizarem o alfabeto em seus idiomas, para preservar suas culturas e tradições.
• Refletir com os alunos a respeito de motivos que fizeram com que ainda existam pessoas não alfabetizadas em sua comunidade. Converse com os alunos sobre ações voltadas para a alfabetização de jovens e adultos, como, por exemplo, o programa Brasil Alfabetizado, do Governo .
“Os raros adultos que me deram a ler se retraíram diante da grandeza dos livros e me pouparam de perguntas sobre o que é que eu tinha entendido deles. A esses, claro, eu costumava falar de minhas leituras.” (PENNAC, D. Como Um Romance. 3.ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. p. 167).
A leitura é o momento em que o leitor se encontra com o texto de forma única, especial. Na sua leitura solitária, ele deve ter liberdade para interpretar de maneira pessoal o que está lendo.
• Pedir para os alunos comentarem o que gostam de conversar e, professor, proponha aos alunos recortar, de revistas e jornais, pequenos trechos de textos de assuntos que eles gostem, avisando-os que, em seguida, serão lidos por eles. Procure também refletir com os alunos a respeito do prazer de ler o que se gosta, estimulandoos para desenvolverem o hábito de buscar assuntos em textos de seus interesses.
• Conhecer a origem das palavras é compreender melhor seu significado. É ainda compreender que a linguagem é algo que está em constante transformação. Ao serJoão Cândido – A Luta pelos Direitos Humanos 15mos informados pelo Almanaque Histórico que, por exemplo, o vocábulo capital vem do latim capital e, que significa cabeça, e que República vem de Res pública (coisa pública), ampliamos nossa compreensão do uso dessas palavras. Identificar outras palavras em dicionário, cuja origem seja interessante conhecer para ampliar a compreensão de seu significado.
• Já a palavra almanaque, de origem árabe (al – manakh), se referia ao lugar onde os beduínos conversavam e trocavam informações sobre o dia-a-dia. No Brasil, em meados do século XIX, passou a ter como significado: publicação com calendário completo e com matérias recreativas e informativas. Propor aos alunos a criação de um almanaque da turma a partir de temas do interesse dos alunos.
Por dentro da História
(Fanfulla, jornal de São Paulo, em 1910).
No Brasil de antigamente
Vivia-se a lei do cão
O negro pobre não tinha
Direitos de cidadão
Privilégios não teria
Conceito ou cidadania
Liberdade ou posição...
E hoje só recordação
Deste herói negro ficou
Que a lei seca da chibata
Junto à marinha acabou
Os seus feitos e sua história
Todos guardamos em memória
A tua fibra e valor
(Trecho do cordel A Revolta da Chibata, de Jota Rodrigues). (p. 37)
• Levar ou pedir para que os alunos levem à escola livros, cartas, jornais e revistas para que todos analisem as diferentes formas de texto, o tipo de vocabulário utilizado, a que faixa etária se destinam, bem como os valores e idéias veiculados.
• Pedir aos alunos que, imaginando-se vivendo no Rio de Janeiro, na época da Revolta da Chibata, escrevam uma carta para um amigo que mora em outra cidade, relatando os últimos acontecimentos.
• Aproveitar a oportunidade para falar também sobre as diferentes maneiras que as pessoas têm de se comunicar. Por exemplo:
As pessoas com necessidades especiais, principalmente as que possuem deficiência auditiva, que se comunicam por meio da Língua de Sinais (LIBRAS).
Você sabia que...
Negrinho do Pastoreio é uma lenda tradicional do Rio Grande do Sul? De origem africana, fala de um estancieiro que mandou castigar seu escravo, um menino, porque havia deixado fugir um de seus cavalos. Após a surra, teve de sair à noite pelos campos para encontrar o animal. Enfrentou a escuridão com um toco de vela e uns pavios de fogo. Retornou para a fazenda sem o animal e, após ser novamente espancado, foi atirado, por ordem do fazendeiro, dentro de um formigueiro. No dia seguinte, para a surpresa de todos, o menino estava bem, vivo e feliz ao lado do animal perdido. Desde então, ficou sendo o “achador de coisas”. Basta fazer o pedido e acender um toquinho de vela para ele.
• Apresentar aos alunos uma foto de uma pintura ou escultura para que eles façam a sua análise. Pedir para os alunos comentarem suas opiniões e percepções. É importante destacar que as percepções e opiniões são individuais e devem ser respeitadas. É importante, também, estimular os alunos a compartilhar suas opiniões, tendo como princípio a garantia da livre expressão.
• Pedir para os alunos escolherem algo que apreciem: uma flor, uma concha, um quadro. Solicitar que observem atentamente e, em seguida, expressem por meio de cores e traços o que sentiram. É importante, também, estimular os alunos a compartilhar suas opiniões, tendo como princípio a garantia da livre expressão.
• A comunicação por meio da música: pedir para que os alunos levem para a aula letras de músicas que gostam. Analisar as letras dessas canções com eles. Do que tratam? Há rimas? Analisar com os alunos se houve, na turma, preferência por algum tema. Verificar que, na página 9 do Almanaque, há uma referência interessante ao chorinho. Destacar a importância da pluralidade musical do nosso país, por exemplo: forró, samba, fandango, catira, carimbó, etc.
Meios de comunicação
Ao longo do Almanaque Histórico, há diversas referências ao papel da imprensa na formação da opinião pública.
• Propor que a turma se divida em grupos para elaborar um jornal que tenha uma linha favorável e outra desfavorável à Revolta da Chibata, liderada por João Cândido. Para isso, faça com que os alunos analisem inicialmente a composição dos jornais atuais: editorial, artigo, notícia, reportagem, entrevista, charge, quadrinhos, carta do leitor; e, a partir desses elementos, criem seus jornais. Poderão ser incluídas notícias referentes a outros acontecimentos do início do século XX (veja as referências à Reforma Pereira Passos, na página 16 do Almanaque Histórico).
• Fazer um levantamento com os alunos de seus sonhos de consumo. Em que medida a propaganda (em tevê, revistas, jornais, rádio) influencia e define esses sonhos de consumo?
• Combinar com os alunos que têm acesso à tevê de, no mesmo dia, observarem os diferentes programas (novela, intervalo comercial, noticiário ou desenho animado), procurando refletir sobre: como os meios de comunicação tratam a questão da diversidade humana (gênero, etnia, deficiência física, etc.)? Todos são apresentados da mesma forma? E as crianças e jovens, como são apresentados? Como os negros, os deficientes físicos, crianças e jovens são apresentados? Refletir com os alunos sobre suas percepções acerca da existência de pluralidade ou não da diversidade na tevê.
• O Almanaque Histórico nos conta que, em diversas ocasiões, jornalistas, artistas e escritores foram censurados quando se referiram a João Cândido e à Revolta da Chibata. Analisar com os alunos os momentos políticos em que a censura esteve mais acentuada no Brasil.
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
Educação e população afro-descendente no Brasil
O cabelo e a construção do desumano nos alunos e principalmente nas(os) alunas(os) negras(os).
Outra pesquisa, realizada nas
escolas do Paraná (SOARES N.J.B., 2010), corrobora o antes destacado sobre as
discriminações sofridas por alunos negros no espaço escolar. Ainda que,
professores e diretores neguem a existência desse tipo de situação, o que se
percebeu é que alunos negros, distinto dos brancos, tenderam mais a um
comportamento retraído e introspectivo por conta dos apelidos e características
fenotípicas. Segundo a investigação, alunos negros têm desvantagens na hora de
fazer amizades, pois são freqüentes vítimas de relações interpessoais hostis.
Menos anos de escolaridade,
dificuldades de acesso, trajetórias escolares oscilantes, mais altastaxas de
repetência, e analfabetismo, fazem parte do histórico do povo negro no Brasil,
há muitas décadas. Escola e família não contribuiriam necessariamente para
mudar tal quadro. Em uma pesquisa se indica que as mães negras têm
avaliações menos positivas de seus filhos se comparada às mães brancas, o que significa
um menor estímulo às crianças (ROSEMBERG, 2006). Já na escola, o tratamento
dispensado aos alunos brancos “é mais acolhedor, carinhoso e favorável” (SOARES
S., BELTRÃO, BARBOSA e FERRÃO, 2005, p 13). Segundo esse autor, em outro
trabalho “inúmeros estudos mostraram que o sistema educacional, além de ser
incapaz de compensar as diferenças de origem socioeconômica, acrescenta outras
distorções, fazendo com que ao fim da passagem, as diferenças entre negros e
brancos sejam intensas. (op.cit., p.22).
Note‐se que em várias pesquisas
sobre crianças e jovens negros na escola destaca‐se o caso das meninas e moças,
comumente estigmatizadas por seus traços bio‐sociais, como tipo de cabelo,
quadris, boca e nariz, o que contribui para baixa auto‐estima e sentido de não
pertença e até recusa da sua inscrição sócio‐cultural racial, como mulher
negra.
Este panorama perfaz um total de
8% de alunos negros com dificuldades no estabelecimento de suas relações
sociais na escola (sem identificarem seus pares como amigos e sem terem sido
escolhidos como amigos). Nos outros segmentos raciais, encontramos 2% de alunos
indígenas (todos incluídos na categoria dos alunos que não foram escolhidos por
nenhum aluno da sala) e 4% dos alunos brancos (1% menciona que não tem amigos e
3% não foram escolhidos por nenhum colega da sala), em situação semelhante,
embora com incidências mais reduzidas, no que tange às dificuldades em suas
relações sociais. (SOARES, N.J.B, 2010, p. 148).
As referências ao corpo são em sua
maioria depreciativas e estigmatizadas. O corpo negro é a deformação de um
outro corpo: branco, harmônico, puro e limpo.Um dos alunos negros do ensino
médio, de uma escola pública de Salvador também tem apelido de piolho e
justifica: “Já me botaram um monte [de apelidos], botou piolho
[...] é que o meu cabelo era grandão [...] Não, não era rasta não [...] Era
inchado assim sabe [...] Aí botaram, aí fica nessa brincadeira. [...]”Uma
aluna negra é chamada pelo colega de turma de “cabelo duro”. É agredida,
tendo seu cabelo tocado, desarrumado constantemente, sendo que ela é acusada
de ficar molhando o cabelo o tempo todo. Ela declara:“Tanto é que no
intervalo eu parei de molhar o cabelo porque tinha uns meninos(...) eles
pegam no meu cabelo atrás, por trás e ficam bagunçando o meu cabelo. [...] Aí
eu trago um pente, aí eu vou lá ao banheiro, pego o pente, molho, e passo no
meu cabelo pra não ficar bagunçada. Aí as meninas ficam falando que eu molho
de nervoso” (Grupo Focal ‐ alunos do Ensino Fundamental, Escola
Pública, DF) (In CASTRO M.G e ABRAMOVAY, 2006: 211‐216).
|
O esmorecimento da menina com
relação à possibilidade de mudança do outro, também parece parece refletir a percepção de que esse tipo
de comportamento é considerado comum na escola. Mesmo produzindo profunda
angústia na aluna ele é tolerado pelos adultos da escola.
A ação da menina negra neste caso
não busca diretamente uma mudança no comportamento da turma, ou até mesmo uma
mudança de turma. Ela quer em primeiro lugar é a modificação do seu próprio cabelo,
ou seja, ela termina por assumir a responsabilidade pelo conflito e entende que
está na modificação de seu corpo a possibilidade de alterar o tipo de relação
que tem com o restante dos alunos. Não se trata de algum tipo de desvio
patológico no comportamento, mas o efeito direto da inculcação de determinados valores
e referências de beleza e harmonia estética compartilhados em seu grupo de
convívio na escola.
In Educação e população afro-descendente no Brasil: avanços, desafios e perspectivas. Pablo
Gentili, Mary Garcia Castro, Miriam Abramovay e Shayana Busson. CeALCI-
Fundación Carolina - www.fundacioncarolina.es - cealci@fundacioncarolina.es - Publicación
electrónica.
Autora: Neusa Baptista Pinto
Edição: 3ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-89560-25-2
Tamanho: 17 x 24 cm
Nº de páginas: 40
Gênero: Literatura Infanto-juvenil
Editora: TantaTinta
Edição: 3ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-89560-25-2
Tamanho: 17 x 24 cm
Nº de páginas: 40
Gênero: Literatura Infanto-juvenil
Editora: TantaTinta
Contatos:
Editora TantaTinta/Carlini & Caniato
(65)3023-5714/5715
mailto:contato@tantatinta.com.br
http://www.editora-tantatinta.blogspot.com/
Editora TantaTinta/Carlini & Caniato
(65)3023-5714/5715
mailto:contato@tantatinta.com.br
http://www.editora-tantatinta.blogspot.com/
Obra
A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central deste livro.
A história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceitá-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é.
Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.
A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central deste livro.
A história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceitá-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é.
Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.
Autora
Neusa Baptista Pinto, é jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Mato Grosso. “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar” é sua primeira aventura literária publicada. O livro integra seu projeto “Pixaim: Nem bom, nem ruim – Apenas diferente”, cujo objetivo é estimular a valorização do cabelo crespo. Natural de Lençóis Paulista (SP), há 20 anos vive em Cuiabá, Mato Grosso.
Neusa Baptista Pinto, é jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Mato Grosso. “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar” é sua primeira aventura literária publicada. O livro integra seu projeto “Pixaim: Nem bom, nem ruim – Apenas diferente”, cujo objetivo é estimular a valorização do cabelo crespo. Natural de Lençóis Paulista (SP), há 20 anos vive em Cuiabá, Mato Grosso.
Ilustradora
Nara Silver, 21 anos, é formada em Moda pela UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), em Mato Grosso do Sul. Natural de Goiânia (GO), trabalha como estilista, designer gráfico e ilustradora. Também vive em Cuiabá, Mato Grosso.
Nara Silver, 21 anos, é formada em Moda pela UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), em Mato Grosso do Sul. Natural de Goiânia (GO), trabalha como estilista, designer gráfico e ilustradora. Também vive em Cuiabá, Mato Grosso.
A autora do livro Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar,
Neusa Baptista Pinto conta a história de
três meninas que aprendem juntas a aceitar o cabelo crespo como ele é, com uma
mensagem de estímulo à auto-estima e de auto-aceitação e de respeito às
diferenças.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Mostra Diálogos Africanos: Um Continente no Cinema no CCBB Brasília
Mostra Diálogos Africanos: Um Continente no Cinema no CCBB Brasília
Dentro da programação, no dia 12 de maio, será ministrado um minicurso - com foco nas produções de ficção luso-africanas - voltado a professores de escolas públicas e multiplicadores educacionais. Haverá, ainda, debate com um cineasta convidado, a confirmar.
Tel:(61) 3108-7600 | ccbbdf@bb.com.br
segunda-feira, 16 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Inscrições abertas para o 6º Prêmio CEERT
Conheça o 6º Prêmio Educar para a Igualdade Racial Desde sua primeira edição, em
2002, o prêmio “Educar para a Igualdade Racial” ocupa papel destacado entre as
iniciativas da sociedade civil comprometidas a construção de uma educação
igualitária e de qualidade social. O prêmio encontra-se em sua 6ª edição, sendo
uma iniciativa do CEERT – Centro Estudos das Relações de Trabalho e
Desigualdades, em parceria com o Banco Santander no Brasil, Secretaria Especial
de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República/SEPPIR,
com apoio de diversas instituições públicas e privadas. Idealizado há onze anos
o prêmio incentiva educadores de todo o Brasil à adotarem programas e ações
voltados para a valorização da diversidade e promoção da igualdade racial. Ao
longo desse tempo foram catalogadas quase 2.000 práticas pedagógicas
relacionadas à educação igualitária oriundas de todos os estados brasileiros e
de todos os níveis educacionais, exceto o superior. O objetivo é prosseguir
valorizando o protagonismo dos(as) educadores(as), fortalecendo a progressiva
institucionalização das ações educacionais e contribuindo para a efetiva
implementação da LDB e das diretrizes curriculares que se ocupam do tema. O
prêmio é dividido em duas categorias: professor e gestão escolar. A primeira,
mapeia e dá visibilidade às boas práticas escolares desenvolvidas por
professores. A segunda, incentiva as iniciativas planejadas e executadas
diretamente pela gestão escolar. As escolas premiadas são beneficiadas com plano
de acompanhamento para estimular e potencializar a institucionalização das
práticas.
As escolas estão cada vez mais participantes A significativa participação de
iniciativas adotadas por escolas, a exemplo do sudeste (15,5%) e nordeste
(17,8%) pode ilustrar o impacto da implementação da LDB alterada pela lei
10.639/2003, indicando pistas para a institucionalização de políticas
educacionais de promoção da igualdade racial – objetivo último do prêmio e
certamente de todos que atuam nesse campo. Cada vez mais o prêmio ganha feição
verdadeiramente nacional: Sul e Sudeste, concentravam 72% das inscrições. Com o
passar dos anos, as inscrições foram se distribuindo pelo país, de sorte que na
última edição, ambas as regiões concentraram 51% das inscrições, e o nordeste
teve uma significativa ampliação, atingindo o segundo maior percentual, qual
seja 29%. Dados
- Ano a ano cresce o número de práticas inscritas no âmbito nacional: 1ª edição – 210; 2ª edição – 314; 3ª – 393; 5ª – 785. (Observação – a 4ª edição foi realizada apenas no Estado de São Paulo.)
- A 5ª edição foi a que apresentou mais projetos voltados à Educação Infantil, totalizando 47%, contra 16,4% da edição anterior.
- A expressiva participação de educadores(as) brancos(as) na implementação das práticas (37%) indica que o tema vem sendo considerado como algo de responsabilidade de todas as pessoas e não apenas de negros ou indígenas.
- A cada cinco iniciativas, quatro resultaram da ação das mulheres.
- Ano a ano cresce o número de práticas inscritas no âmbito nacional: 1ª edição – 210; 2ª edição – 314; 3ª – 393; 5ª – 785. (Observação – a 4ª edição foi realizada apenas no Estado de São Paulo.)
- A 5ª edição foi a que apresentou mais projetos voltados à Educação Infantil, totalizando 47%, contra 16,4% da edição anterior.
- A expressiva participação de educadores(as) brancos(as) na implementação das práticas (37%) indica que o tema vem sendo considerado como algo de responsabilidade de todas as pessoas e não apenas de negros ou indígenas.
- A cada cinco iniciativas, quatro resultaram da ação das mulheres.
- 75% das escolas apontam a promoção/valorização da diversidade
étnico-racial, com ênfase na temática africana e afrodescendente, como objetivo
ainda a ser alcançado.
Sobre o CEERT O CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e
Sobre o CEERT O CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e
Desigualdades, fundado em 1990, é uma organização não-governamental,
apartidária e sem fins lucrativos. A missão do CEERT é combinar produção de
conhecimento com programas de treinamento e intervenção comprometidos com a
promoção da igualdade de oportunidades e de tratamento e a superação do racismo,
da discriminação racial e de todas as formas de discriminação e intolerância. A
ONG desenvolve projetos nas áreas de diversidade no trabalho, educação, Direito,
acesso à Justiça, políticas públicas, saúde e liberdade de crença. Além de
prestar consultorias a empresas, prefeituras e órgãos públicos interessados em
implantar políticas de valorização da diversidade e de promoção da igualdade
racial. Mais informações
Acompanhe as novidades no site do CEERT – www.ceert.com.br Contatos – (11) 3804-0320.
Acompanhe as novidades no site do CEERT – www.ceert.com.br Contatos – (11) 3804-0320.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Filmes e livros que tratam da questão feminina com arte, delicadeza e profundidade!
Tomates Verdes e Fritos
Evelyn Couch é uma esposa deprimida que não tem a atenção do seu marido. Ao visitar sua tia no hospital conhece Ninny Threadgoode, uma senhora de 83 anos que adora contar histórias. Ao relatar sua vida e de sua amiga nos anos 20, a simpática senhora leva Evelyn a repensar suas atitudes perante a vida e sua passividade diante do que lhe faz mal.
Terra para Rose e o Sonho de Rose
Os dois filmes dirigidos por Tetê Morais conta a história de uma agricultora sem terra que participou a primeira grande ocupação do país, a da fazenda Anoni, no Rio Grande do Sul e que morreu em não explicado acidente. Dez anos depois Tetê acompanha a trajetória das 1,5 mil famílias de agricultores que, depois da ocupação da fazenda Anoni, em 1985, conseguiram transformar seus sonhos em realidade.
As boas mulheres da China, autora Xinran ,
Jornalista chinesa radicada na Inglaterra, que de 1989 a 1997 manteve um programa de rádio denominado “Palavras na Brisa Noturna” e recebia cartas de mulheres de todo o país com relatos estarrecedores sobre o machismo e autoritarismo que ainda é realidade em muitos rincões da China. A autora oferece um olhar firme e ao mesmo tempo sensível sobre as vidas secretas das mulheres, suas angústias e dores.
A História da Esposa – da virgem Maria a Madona, autora Marilyn Yalom
Estudo das leis, das práticas religiosas, os costumes sociais e dos aspectos econômicos e sociais que afetaram diversas gerações de esposas. Destaca também as mulheres comuns que, com passar dos séculos, mudaram e lutaram contra as correntes que encontraram, afetando de maneira silenciosa o significado legal, pessoal e social do casamento.
terça-feira, 27 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
O feminismo negro de Paulina Chiziane - Adelto Gonçalves
Adelton Gonçalves escreve sobre Paulina Chiziane, escritora Moçambicana que será presença ilustre na 1ª Bienal do livro de Brasília.
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2004/06/o_feminismo_neg.html
"Se a literatura escrita por mulheres já é um mundo diferente, abordado por ângulos que romancistas e contistas homens dificilmente vêem, imaginemos, então, o que pode ser o mundo visto por uma mulher africana, moçambicana, ainda mais se é governado por costumes e tradições que nos soam estranhos. Esse estranho e mágico mundo é o que oferece em seus livros Paulina Chiziane, a primeira romancista de Moçambique."
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2004/06/o_feminismo_neg.html
"Se a literatura escrita por mulheres já é um mundo diferente, abordado por ângulos que romancistas e contistas homens dificilmente vêem, imaginemos, então, o que pode ser o mundo visto por uma mulher africana, moçambicana, ainda mais se é governado por costumes e tradições que nos soam estranhos. Esse estranho e mágico mundo é o que oferece em seus livros Paulina Chiziane, a primeira romancista de Moçambique."
Carta Capital - O índio fora do foco da escola
Entrevista com o professor José Ribamar Bessa Freire da UERJ
"Sucintamente, o índio na escola era uma nota de pé de página carregada de preconceitos. Se fosse uma nota de pé de página, mas correta, já teria ocorrido uma contribuição. Mas não, o índio estava fora do foco da história e, quando aparecia, era de forma preconceituosa. Eu me pergunto até que ponto essa escola não devorou a identidade dos brasileiros, na medida em que ignorou duas grandes matrizes formadoras da sociedade brasileira: a indígena e a africana."
http://www.cartacapital.com.br/carta-fundamental/o-indio-fora-do-foco-da-historia/#.T0lmRvQPfwE.blogger
Escritores da África lusófona na 1ª Bienal do Livro de Brasília
A 1ª Bienal do Livro e da Leitura de Brasília acontecerá de 14 a 23 de abril de 2012.
A programação inclui lançamentos de livros e exibição de filmes, a realização de dez seminários que discutirão temas como a busca do público pelos novos autores, a literatura da África lusófona, as novas tecnologias e a questão das biografias no Brasil. Dentro do evento, será realizado também o Fórum do Plano Nacional do Livro e da Leitura.
Paulina Chiziane (Moçambique), Germano Almeida (Cabo Verde), Abdulai Sila (Guiné-Bissau), Conceição Lima (São Tomé) e Ondjaki (Angola) participarão do encontro sobre a literatura contemporânea da África lusófona.
Mais informações no site do evento. http://www.bienalbrasildolivro.com.br
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Diversidade: Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história...
Diversidade: Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história...: Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história | Video on TED.com
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Apresentação do Núcleo de Educação do Campo
Núcleo de Educação do Campo - Apresentação: Wanessa de Castro
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
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