segunda-feira, 2 de julho de 2012

História do Brasil - Revolta da Chibata: Imagens do "Almirante Negro" e da Revolta da Chibata, com trilha musical de João Bosco e Aldir Blanc "O Mestre-sala dos Mares". Apresentada a letra original, censurada pela ditadura militar no Brasil.

D I R E I T O À C U LT U R A: Planejando atividade


                      in http://www.projetomemoria.art.br/JoaoCandido/downloads/down_guia_JC_site.pdf

Como mostra o Almanaque, mesmo vivendo em condições precárias, João Cândido alfabetizou-se e tornou-se leitor e sempre muito interessado em acompanhar os acontecimentos que se desenrolavam a sua volta.
As atividades sugeridas permitem que variados aspectos da cultura sejam abordados: a importância da cultura oral da comunidade; da reflexão; do desenvolvimento do senso crítico, inclusive em relação aos meios de comunicação, etc.

  A. T E M A S
Diferentes culturas, diferentes linguagens
Meios de comunicação

A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, proclamada pela UNESCO em 2002, estabelece, no Artigo 5º, que toda pessoa deve poder expressar-se, criar e difundir suas obras na língua que deseje e, em particular, na sua língua materna; toda pessoa tem o direito a uma educação e uma formação de qualidade que respeite plenamente sua identidade cultural; toda pessoa deve poder participar na vida cultural que escolha e exercer suas próprias práticas culturais, dentro dos limites que impõe o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais.

Alunos que não sabem ler
Em 2008, o Brasil ainda possui 2,4 milhões de analfabetos com idade entre 14 e 17 anos, dos quais 2,1 milhões (87%) frequentavam a escola no ano anterior. Esse número revela a realidade de estudantes que não sabem ler e escrever. Os dados são do IBGE (Síntese de Indicadores Sociais). Constata-se também que, entre os jovens de 21 anos, 8% dos negros estão nas universidades, cifra que corresponde a 24% entre os brancos da mesma idade.

B .   S U G E S T Õ E S   D E   A T I V I D A D E S
Diferentes culturas, diferentes linguagens

“O primeiro Censo Demográfico realizado no Brasil, em 1872, contou 10 milhões de habitantes, incluindo escravos e escravas. O analfabetismo estava presente em cerca de 80% da população. Mas isso não significava falta de cultura ou desinformação generalizada: a transmissão pela oralidade atravessava todos os setores sociais e as identidades culturais, mesmo quando não reconhecidas como tais, permitiam estratégias de resistência e sobrevivência.” (p. 6)

• Pesquisar e comparar o índice de analfabetismo entre brancos, negros e índios através da história. É importante destacar que a alfabetização também foi um mecanismo histórico de colonização cultural. Conversar com os alunos que hoje os povos indígenas aprendem a língua portuguesa para melhor lutar pelos seus direitos, além de utilizarem o alfabeto em seus idiomas, para preservar suas culturas e tradições.

• Refletir com os alunos a respeito de motivos que fizeram com que ainda existam pessoas não alfabetizadas em sua comunidade. Converse com os alunos sobre ações voltadas para a alfabetização de jovens e adultos, como, por exemplo, o programa Brasil Alfabetizado, do Governo .

“Os raros adultos que me deram a ler se retraíram diante da grandeza dos livros e me pouparam de perguntas sobre o que é que eu tinha entendido deles. A esses, claro, eu costumava falar de minhas leituras.” (PENNAC, D. Como Um Romance. 3.ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. p. 167).

A leitura é o momento em que o leitor se encontra com o texto de forma única, especial. Na sua leitura solitária, ele deve ter liberdade para interpretar de maneira pessoal o que está lendo.

• Pedir para os alunos comentarem o que gostam de conversar e, professor, proponha aos alunos recortar, de revistas e jornais, pequenos trechos de textos de assuntos que eles gostem, avisando-os que, em seguida, serão lidos por eles. Procure também refletir com os alunos a respeito do prazer de ler o que se gosta, estimulandoos para desenvolverem o hábito de buscar assuntos em textos de seus interesses.

• Conhecer a origem das palavras é compreender melhor seu significado. É ainda compreender que a linguagem é algo que está em constante transformação. Ao serJoão Cândido – A Luta pelos Direitos Humanos 15mos informados pelo Almanaque Histórico que, por exemplo, o vocábulo capital vem do latim capital e, que significa cabeça, e que República vem de Res pública (coisa pública), ampliamos nossa compreensão do uso dessas palavras. Identificar outras palavras em dicionário, cuja origem seja interessante conhecer para ampliar a compreensão de seu significado.

• Já a palavra almanaque, de origem árabe (al – manakh), se referia ao lugar onde os beduínos conversavam e trocavam informações sobre o dia-a-dia. No Brasil, em meados do século XIX, passou a ter como significado: publicação com calendário completo e com matérias recreativas e informativas. Propor aos alunos a criação de um almanaque da turma a partir de temas do interesse dos alunos.

Por  dentro  da  História  

“É bem doloroso para um país forte e altivo ter de sujeitar-se às imposições de 700 ou 800 negros e pardos que, senhores dos canhões, ameaçaram a Capital da República.”
(Fanfulla, jornal de São Paulo, em 1910).


No Brasil de antigamente
Vivia-se a lei do cão
O negro pobre não tinha
Direitos de cidadão
Privilégios não teria
Conceito ou cidadania
Liberdade ou posição...

E hoje só recordação
Deste herói negro ficou
Que a lei seca da chibata
Junto à marinha acabou
Os seus feitos e sua história
Todos guardamos em memória
A tua fibra e valor
(Trecho do cordel A Revolta da Chibata, de Jota Rodrigues). (p. 37)

•  Levar ou pedir para que os alunos levem à escola livros, cartas, jornais e revistas para que todos analisem as diferentes formas de texto, o tipo de vocabulário utilizado, a que faixa etária se destinam, bem como os valores e idéias veiculados.

•  Pedir aos alunos que, imaginando-se vivendo no Rio de Janeiro, na época da Revolta da Chibata, escrevam uma carta para um amigo que mora em outra cidade, relatando os últimos acontecimentos.

• Aproveitar a oportunidade para falar também sobre as diferentes maneiras que as pessoas têm de se comunicar. Por exemplo:
As pessoas com necessidades especiais, principalmente as que possuem deficiência auditiva, que se comunicam por meio da Língua de Sinais (LIBRAS).

Você sabia que...

Negrinho do Pastoreio é uma lenda tradicional do Rio Grande do Sul? De origem africana, fala de um estancieiro que mandou castigar seu escravo, um menino, porque havia deixado fugir um de seus cavalos. Após a surra, teve de sair à noite pelos campos para encontrar o animal. Enfrentou a escuridão com um toco de vela e uns pavios de fogo. Retornou para a fazenda sem o animal e, após ser novamente espancado, foi atirado, por ordem do fazendeiro, dentro de um formigueiro. No dia seguinte, para a surpresa de todos, o menino estava bem, vivo e feliz ao lado do animal perdido. Desde então, ficou sendo o “achador de coisas”. Basta fazer o pedido e acender um toquinho de vela para ele.


• Apresentar aos alunos uma foto de uma pintura ou escultura para que eles façam a sua análise. Pedir para os alunos comentarem suas opiniões e percepções. É importante destacar que as percepções e opiniões são individuais e devem ser respeitadas. É importante, também, estimular os alunos a compartilhar suas opiniões, tendo como princípio a garantia da livre expressão.

• Pedir para os alunos escolherem algo que apreciem: uma flor, uma concha, um quadro. Solicitar que observem atentamente e, em seguida, expressem por meio de cores e traços o que sentiram. É importante, também, estimular os alunos a compartilhar suas opiniões, tendo como princípio a garantia da livre expressão.

• A comunicação por meio da música: pedir para que os alunos levem para a aula letras de músicas que gostam. Analisar as letras dessas canções com eles. Do que tratam? Há rimas? Analisar com os alunos se houve, na turma, preferência por algum tema. Verificar que, na página 9 do Almanaque, há uma referência interessante ao chorinho. Destacar a importância da pluralidade musical do nosso país, por exemplo: forró, samba, fandango, catira, carimbó, etc.

Meios de comunicação

Os meios de comunicação sempre tiveram atuação política no Brasil? Isso ocorreu desde os primeiros jornais impressos no País, a partir de 1808 (ano da chegada da Corte portuguesa), como a Gazeta do Rio de Janeiro e o Correio Braziliense (editado em Londres). Os meios de comunicação não são totalmente imparciais e têm a tradição de interferir no destino de todos. Parte da imprensa desempenhou importante papel no processo de Independência, mas outros jornais da época eram contra o movimento. Na Abolição, ocorreu o mesmo: alguns jornais apoiavam a escravidão, outros a combatiam. Nos anos 1830, surgiram pequenos periódicos que discutiam a questão racial, entre eles O Homem de Cor, considerados precursores dos jornais abolicionistas que surgiram meio século depois.


Ao longo do Almanaque Histórico, há diversas referências ao papel da imprensa na formação da opinião pública.

• Propor que a turma se divida em grupos para elaborar um jornal que tenha uma linha favorável e outra desfavorável à Revolta da Chibata, liderada por João Cândido. Para isso, faça com que os alunos analisem inicialmente a composição dos jornais atuais: editorial, artigo, notícia, reportagem, entrevista, charge, quadrinhos, carta do leitor; e, a partir desses elementos, criem seus jornais. Poderão ser incluídas notícias referentes a outros acontecimentos do início do século XX (veja as referências à Reforma Pereira Passos, na página 16 do Almanaque Histórico).

• Fazer um levantamento com os alunos de seus sonhos de consumo. Em que medida a propaganda (em tevê, revistas, jornais, rádio) influencia e define esses sonhos de consumo?

• Combinar com os alunos que têm acesso à tevê de, no mesmo dia, observarem os diferentes programas (novela, intervalo comercial, noticiário ou desenho animado), procurando refletir sobre: como os meios de comunicação tratam a questão da diversidade humana (gênero, etnia, deficiência física, etc.)? Todos são apresentados da mesma forma? E as crianças e jovens, como são apresentados? Como os negros, os deficientes físicos, crianças e jovens são apresentados? Refletir com os alunos sobre suas percepções acerca da existência de pluralidade ou não da diversidade na tevê.

• O Almanaque Histórico nos conta que, em diversas ocasiões, jornalistas, artistas e escritores foram censurados quando se referiram a João Cândido e à Revolta da Chibata. Analisar com os alunos os momentos políticos em que a censura esteve mais acentuada no Brasil.

sábado, 16 de junho de 2012

Educação e população afro-descendente no Brasil

  
O cabelo e a construção do desumano nos alunos e principalmente nas(os) alunas(os) negras(os).


Outra pesquisa, realizada nas escolas do Paraná (SOARES N.J.B., 2010), corrobora o antes destacado sobre as discriminações sofridas por alunos negros no espaço escolar. Ainda que, professores e diretores neguem a existência desse tipo de situação, o que se percebeu é que alunos negros, distinto dos brancos, tenderam mais a um comportamento retraído e introspectivo por conta dos apelidos e características fenotípicas. Segundo a investigação, alunos negros têm desvantagens na hora de fazer amizades, pois são freqüentes vítimas de relações interpessoais hostis.
Menos anos de escolaridade, dificuldades de acesso, trajetórias escolares oscilantes, mais altastaxas de repetência, e analfabetismo, fazem parte do histórico do povo negro no Brasil, há muitas décadas. Escola e família não contribuiriam necessariamente para mudar tal quadro.  Em uma pesquisa se indica que as mães negras têm avaliações menos positivas de seus filhos se comparada às mães brancas, o que significa um menor estímulo às crianças (ROSEMBERG, 2006). Já na escola, o tratamento dispensado aos alunos brancos “é mais acolhedor, carinhoso e favorável” (SOARES S., BELTRÃO, BARBOSA e FERRÃO, 2005, p 13). Segundo esse autor, em outro trabalho “inúmeros estudos mostraram que o sistema educacional, além de ser incapaz de compensar as diferenças de origem socioeconômica, acrescenta outras distorções, fazendo com que ao fim da passagem, as diferenças entre negros e brancos sejam intensas. (op.cit., p.22).
Note‐se que em várias pesquisas sobre crianças e jovens negros na escola destaca‐se o caso das meninas e moças, comumente estigmatizadas por seus traços bio‐sociais, como tipo de cabelo, quadris, boca e nariz, o que contribui para baixa auto‐estima e sentido de não pertença e até recusa da sua inscrição sócio‐cultural racial, como mulher negra.
Este panorama perfaz um total de 8% de alunos negros com dificuldades no estabelecimento de suas relações sociais na escola (sem identificarem seus pares como amigos e sem terem sido escolhidos como amigos). Nos outros segmentos raciais, encontramos 2% de alunos indígenas (todos incluídos na categoria dos alunos que não foram escolhidos por nenhum aluno da sala) e 4% dos alunos brancos (1% menciona que não tem amigos e 3% não foram escolhidos por nenhum colega da sala), em situação semelhante, embora com incidências mais reduzidas, no que tange às dificuldades em suas relações sociais. (SOARES, N.J.B, 2010, p. 148).
As referências ao corpo são em sua maioria depreciativas e estigmatizadas. O corpo negro é a deformação de um outro corpo: branco, harmônico, puro e limpo.Um dos alunos negros do ensino médio, de uma escola pública de Salvador também tem apelido de piolho e justifica:   “Já me botaram um monte [de apelidos], botou piolho [...] é que o meu cabelo era grandão [...] Não, não era rasta não [...] Era inchado assim sabe [...] Aí botaram, aí fica nessa brincadeira. [...]”Uma aluna negra é chamada pelo colega de turma de “cabelo duro”. É agredida, tendo seu cabelo tocado, desarrumado constantemente, sendo que ela é acusada de ficar molhando o cabelo o tempo todo. Ela declara:“Tanto é que no intervalo eu parei de molhar o cabelo porque tinha uns meninos(...) eles pegam no meu cabelo atrás, por trás e ficam bagunçando o meu cabelo. [...] Aí eu trago um pente, aí eu vou lá ao banheiro, pego o pente, molho, e passo no meu cabelo pra não ficar bagunçada. Aí as meninas ficam falando que eu molho de nervoso” (Grupo Focal ‐ alunos do Ensino Fundamental, Escola Pública, DF) (In CASTRO M.G e ABRAMOVAY, 2006: 211‐216).

O esmorecimento da menina com relação à possibilidade de mudança do outro, também parece  parece refletir a percepção de que esse tipo de comportamento é considerado comum na escola. Mesmo produzindo profunda angústia na aluna ele é tolerado pelos adultos da escola.
A ação da menina negra neste caso não busca diretamente uma mudança no comportamento da turma, ou até mesmo uma mudança de turma. Ela quer em primeiro lugar é a modificação do seu próprio cabelo, ou seja, ela termina por assumir a responsabilidade pelo conflito e entende que está na modificação de seu corpo a possibilidade de alterar o tipo de relação que tem com o restante dos alunos. Não se trata de algum tipo de desvio patológico no comportamento, mas o efeito direto da inculcação de determinados valores e referências de beleza e harmonia estética compartilhados em seu grupo de convívio na escola.

In Educação e população afro-descendente no Brasil:  avanços, desafios e perspectivas. Pablo Gentili, Mary Garcia Castro, Miriam Abramovay e Shayana Busson. CeALCI- Fundación Carolina  - www.fundacioncarolina.es - cealci@fundacioncarolina.es - Publicación electrónica.

         Autora: Neusa Baptista Pinto
Edição: 3ª
Data de Publicação: 2010
ISBN: 978-85-89560-25-2
Tamanho: 17 x 24 cm
Nº de páginas: 40
Gênero: Literatura Infanto-juvenil
Editora: TantaTinta

         Contatos:
Editora TantaTinta/Carlini & Caniato
(65)3023-5714/5715
mailto:contato@tantatinta.com.br
http://www.editora-tantatinta.blogspot.com/

         Obra
A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central deste livro.
A história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceitá-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é.
Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.

Autora
Neusa Baptista Pinto, é jornalista formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Mato Grosso. “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar” é sua primeira aventura literária publicada. O livro integra seu projeto “Pixaim: Nem bom, nem ruim – Apenas diferente”, cujo objetivo é estimular a valorização do cabelo crespo. Natural de Lençóis Paulista (SP), há 20 anos vive em Cuiabá, Mato Grosso.

Ilustradora
Nara Silver, 21 anos, é formada em Moda pela UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), em Mato Grosso do Sul. Natural de Goiânia (GO), trabalha como estilista, designer gráfico e ilustradora. Também vive em Cuiabá, Mato Grosso.

 A autora do livro Cabelo Ruim? A história de  três meninas aprendendo a se aceitar, Neusa Baptista Pinto  conta a história de três meninas que aprendem juntas a aceitar o cabelo crespo como ele é, com uma mensagem de estímulo à auto-estima e de auto-aceitação e de respeito às diferenças.






terça-feira, 8 de maio de 2012

Mostra Diálogos Africanos: Um Continente no Cinema no CCBB Brasília

Mostra Diálogos Africanos: Um Continente no Cinema no CCBB Brasília Dentro da programação, no dia 12 de maio, será ministrado um minicurso - com foco nas produções de ficção luso-africanas - voltado a professores de escolas públicas e multiplicadores educacionais. Haverá, ainda, debate com um cineasta convidado, a confirmar. Tel:(61) 3108-7600 | ccbbdf@bb.com.br

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Inscrições abertas para o 6º Prêmio CEERT

Conheça o 6º Prêmio Educar para a Igualdade Racial Desde sua primeira edição, em 2002, o prêmio “Educar para a Igualdade Racial” ocupa papel destacado entre as iniciativas da sociedade civil comprometidas a construção de uma educação igualitária e de qualidade social. O prêmio encontra-se em sua 6ª edição, sendo uma iniciativa do CEERT – Centro Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, em parceria com o Banco Santander no Brasil, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República/SEPPIR, com apoio de diversas instituições públicas e privadas. Idealizado há onze anos o prêmio incentiva educadores de todo o Brasil à adotarem programas e ações voltados para a valorização da diversidade e promoção da igualdade racial. Ao longo desse tempo foram catalogadas quase 2.000 práticas pedagógicas relacionadas à educação igualitária oriundas de todos os estados brasileiros e de todos os níveis educacionais, exceto o superior. O objetivo é prosseguir valorizando o protagonismo dos(as) educadores(as), fortalecendo a progressiva institucionalização das ações educacionais e contribuindo para a efetiva implementação da LDB e das diretrizes curriculares que se ocupam do tema. O prêmio é dividido em duas categorias: professor e gestão escolar. A primeira, mapeia e dá visibilidade às boas práticas escolares desenvolvidas por professores. A segunda, incentiva as iniciativas planejadas e executadas diretamente pela gestão escolar. As escolas premiadas são beneficiadas com plano de acompanhamento para estimular e potencializar a institucionalização das práticas.
As escolas estão cada vez mais participantes A significativa participação de iniciativas adotadas por escolas, a exemplo do sudeste (15,5%) e nordeste (17,8%) pode ilustrar o impacto da implementação da LDB alterada pela lei 10.639/2003, indicando pistas para a institucionalização de políticas educacionais de promoção da igualdade racial – objetivo último do prêmio e certamente de todos que atuam nesse campo. Cada vez mais o prêmio ganha feição verdadeiramente nacional: Sul e Sudeste, concentravam 72% das inscrições. Com o passar dos anos, as inscrições foram se distribuindo pelo país, de sorte que na última edição, ambas as regiões concentraram 51% das inscrições, e o nordeste teve uma significativa ampliação, atingindo o segundo maior percentual, qual seja 29%. Dados
- Ano a ano cresce o número de práticas inscritas no âmbito nacional: 1ª edição – 210; 2ª edição – 314; 3ª – 393; 5ª – 785. (Observação – a 4ª edição foi realizada apenas no Estado de São Paulo.)
- A 5ª edição foi a que apresentou mais projetos voltados à Educação Infantil, totalizando 47%, contra 16,4% da edição anterior.
- A expressiva participação de educadores(as) brancos(as) na implementação das práticas (37%) indica que o tema vem sendo considerado como algo de responsabilidade de todas as pessoas e não apenas de negros ou indígenas.
- A cada cinco iniciativas, quatro resultaram da ação das mulheres.
- 75% das escolas apontam a promoção/valorização da diversidade étnico-racial, com ênfase na temática africana e afrodescendente, como objetivo ainda a ser alcançado.
Sobre o CEERT O CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e
Desigualdades, fundado em 1990, é uma organização não-governamental, apartidária e sem fins lucrativos. A missão do CEERT é combinar produção de conhecimento com programas de treinamento e intervenção comprometidos com a promoção da igualdade de oportunidades e de tratamento e a superação do racismo, da discriminação racial e de todas as formas de discriminação e intolerância. A ONG desenvolve projetos nas áreas de diversidade no trabalho, educação, Direito, acesso à Justiça, políticas públicas, saúde e liberdade de crença. Além de prestar consultorias a empresas, prefeituras e órgãos públicos interessados em implantar políticas de valorização da diversidade e de promoção da igualdade racial. Mais informações
Acompanhe as novidades no site do CEERT – www.ceert.com.br Contatos – (11) 3804-0320.
Rua Duarte de Azevedo, 737 – Santana
02036-022 – São Paulo / SP
Tel (11) 3804-0320
www.ceert.org.br

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Filmes e livros que tratam da questão feminina com arte, delicadeza e profundidade!



            FILMES:
               
Tomates Verdes e Fritos 


Evelyn Couch é uma esposa deprimida que não tem a atenção do seu marido. Ao visitar sua tia no hospital conhece Ninny Threadgoode, uma senhora de 83 anos que adora contar histórias. Ao relatar sua vida e de sua amiga nos anos 20, a simpática senhora leva Evelyn a repensar suas atitudes perante a vida e sua passividade diante do que lhe faz mal. 


Terra para Rose e o Sonho de Rose 


     
 Os dois filmes dirigidos por Tetê Morais conta a história de uma agricultora sem terra que participou a primeira grande ocupação do país, a da fazenda Anoni, no Rio Grande do Sul e que morreu em não explicado acidente. Dez anos depois Tetê acompanha a trajetória das 1,5 mil famílias de agricultores que, depois da ocupação da fazenda Anoni, em 1985, conseguiram transformar seus sonhos em realidade. 


                         
   LIVROS:


As boas mulheres da China, autora  Xinran , 


Jornalista chinesa radicada na Inglaterra, que de 1989 a 1997 manteve um programa de rádio    denominado “Palavras na Brisa Noturna” e recebia cartas de mulheres de todo o país com relatos estarrecedores sobre o machismo e autoritarismo que ainda é realidade em muitos rincões da China. A autora oferece um olhar firme e ao mesmo tempo sensível sobre as vidas secretas das mulheres, suas angústias e dores.



 A História da Esposa – da virgem Maria a Madona, autora Marilyn Yalom




 Estudo das leis, das práticas religiosas, os costumes sociais e dos aspectos econômicos e sociais que afetaram diversas gerações de esposas. Destaca também as mulheres comuns que, com passar dos séculos, mudaram e lutaram contra as correntes que encontraram, afetando de maneira silenciosa o significado legal, pessoal e social do casamento.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O feminismo negro de Paulina Chiziane - Adelto Gonçalves

Adelton Gonçalves escreve sobre Paulina Chiziane, escritora Moçambicana que será  presença ilustre na 1ª Bienal do livro de Brasília.

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2004/06/o_feminismo_neg.html

 "Se a literatura escrita por mulheres já é um mundo diferente, abordado por ângulos que romancistas e contistas homens dificilmente vêem, imaginemos, então, o que pode ser o mundo visto por uma mulher africana, moçambicana, ainda mais se é governado por costumes e tradições que nos soam estranhos. Esse estranho e mágico mundo é o que oferece em seus livros Paulina Chiziane, a primeira romancista de Moçambique."

O Povo Brasileiro (Matriz Tupi) 1/30

Carta Capital - O índio fora do foco da escola


 Entrevista com o professor José Ribamar Bessa Freire da UERJ

"Sucintamente, o índio na escola era uma nota de pé de página carregada de preconceitos. Se fosse uma nota de pé de página, mas correta, já teria ocorrido uma contribuição. Mas não, o índio estava fora do foco da história e, quando aparecia, era de forma preconceituosa. Eu me pergunto até que ponto essa escola não devorou a identidade dos brasileiros, na medida em que ignorou duas grandes matrizes formadoras da sociedade brasileira: a indígena e a africana."
http://www.cartacapital.com.br/carta-fundamental/o-indio-fora-do-foco-da-historia/#.T0lmRvQPfwE.blogger

Escritores da África lusófona na 1ª Bienal do Livro de Brasília

A 1ª Bienal do Livro e da Leitura de Brasília acontecerá de 14 a 23 de abril de 2012. A programação inclui lançamentos de livros e exibição de filmes, a realização de dez seminários que discutirão temas como a busca do público pelos novos autores, a literatura da África lusófona, as novas tecnologias e a questão das biografias no Brasil. Dentro do evento, será realizado também o Fórum do Plano Nacional do Livro e da Leitura. Paulina Chiziane (Moçambique), Germano Almeida (Cabo Verde), Abdulai Sila (Guiné-Bissau), Conceição Lima (São Tomé) e Ondjaki (Angola) participarão do encontro sobre a literatura contemporânea da África lusófona. Mais informações no site do evento. http://www.bienalbrasildolivro.com.br

O Povo Brasileiro (Matriz Afro) 7/30